
Entrei na menopausa aos 44 anos. Foi vivenciando essa transformação no meu próprio corpo que compreendi, de forma ainda mais concreta, uma realidade que muitas mulheres enfrentam: a menopausa não provoca apenas mudanças hormonais; ela também repercute significativamente sobre a pele.
Com a redução dos níveis de estrogênio, ocorrem alterações importantes na fisiologia cutânea. O estrogênio participa da atividade dos fibroblastos, células fundamentais para a síntese e manutenção de componentes da matriz extracelular, incluindo colágeno e elastina. Com a deficiência estrogênica, a pele tende a apresentar redução da espessura, da elasticidade e da hidratação, além de maior evidência de rugas e linhas de expressão.
A redução da progesterona também integra esse processo de transição hormonal. Embora seus efeitos sobre a pele sejam menos estabelecidos do que os do estrogênio, a progesterona participa da regulação de processos cutâneos relacionados à hidratação, produção sebácea, resposta inflamatória e reparação da pele. Sua redução, associada às demais alterações hormonais da menopausa, pode contribuir para mudanças na qualidade e no equilíbrio da pele.
Outro aspecto relevante é o comprometimento progressivo da barreira cutânea, responsável por limitar a perda de água e proteger a pele contra agressões externas. Quando essa função é prejudicada, pode ocorrer aumento da perda de água transepidérmica, favorecendo ressecamento, sensibilidade, descamação e desconforto.
Compreender as transformações hormonais é o primeiro passo para adaptar os cuidados com a saúde cutânea.
Cuidar de dentro para fora
Foi nesse processo que percebi que cuidar da pele durante a menopausa vai muito além da estética.
A saúde cutânea resulta da interação entre fatores hormonais, nutricionais, metabólicos e ambientais. Alimentação equilibrada, ingestão adequada de proteínas, hidratação, atividade física, sono de qualidade, manejo do estresse e fotoproteção são componentes importantes de uma estratégia integral de cuidado.
Alguns nutrientes, como vitamina D, vitamina C e ômega-3, podem ser avaliados individualmente, sempre considerando alimentação, histórico clínico e exames laboratoriais. Suplementação não deve ser realizada de forma indiscriminada, mas baseada nas necessidades específicas de cada mulher e com acompanhamento profissional.
E onde entra o skincare coreano?
O skincare coreano pode ser um importante aliado nessa fase, especialmente por valorizar hidratação, proteção e preservação da barreira cutânea.
Na menopausa, entretanto, a proposta não deve ser utilizar uma grande quantidade de produtos, mas selecionar ativos compatíveis com as necessidades da pele. Ingredientes como ácido hialurônico, ceramidas, glicerina e pantenol podem auxiliar na hidratação e na manutenção do conforto cutâneo, enquanto ativos antioxidantes contribuem para a proteção contra o estresse oxidativo.
E existe um passo que não pode ser negligenciado: a fotoproteção diária.
A radiação ultravioleta está diretamente relacionada ao fotoenvelhecimento e contribui para alterações nas estruturas responsáveis pela sustentação e qualidade da pele. Por isso, o uso diário de protetor solar é indispensável para preservar a saúde cutânea ao longo dos anos.
O skincare coreano, portanto, não deve ser compreendido apenas como uma tendência de beleza. Quando bem selecionado e inserido em uma rotina individualizada, pode integrar uma estratégia de hidratação, proteção, prevenção e preservação da função da barreira cutânea.
Minha experiência pode ajudar outras mulheres
A menopausa me ensinou, na prática, que envelhecer não significa deixar de cuidar de si. Significa compreender as transformações do organismo e adaptar os cuidados às novas necessidades do corpo.
Eu vivi as mudanças hormonais, percebi minha pele se transformar e precisei aprender a olhar para ela de uma maneira diferente.
A minha experiência pode ter sido semelhante à de muitas mulheres — e é justamente por isso que escolhi compartilhar conhecimento, informação e ciência.
Não se trata de lutar contra o tempo ou tentar recuperar o passado. Trata-se de compreender o processo de envelhecimento e oferecer à pele os cuidados necessários para que ela permaneça saudável, protegida e funcional.
Hoje, na minha rotina de skincare, uso e indico a linha Absolute CellActive™ da Atomy, uma linha premium que reúne ativos como niacinamida, ácido hialurônico, ceramidas, peptídeos e fermentados. A proposta é favorecer hidratação, fortalecimento da barreira cutânea, luminosidade e firmeza, além de oferecer ação antioxidante, auxiliando na proteção contra os danos associados aos radicais livres.
Na minha clínica, também trabalho com esses produtos e realizo uma avaliação individualizada para orientar a escolha dos cuidados mais adequados para cada pele.
Se você deseja conhecer a linha e entender como ela pode fazer parte da sua rotina de cuidados, entre em contato comigo para agendar uma avaliação.
Menopausa não é o fim da beleza. É o início de uma nova forma, mais consciente e científica, de cuidar de você.
Dra. Leda Martins Fisioterapeuta Dermato-Funcional Atuação em Oncologia Pediátrica Estudante de Psicanálise Clínica Leda Martins
Participe da conversa.