
O ser humano é o único animal que habita simultaneamente o presente e o futuro imaginado. Essa capacidade de antecipação, de organizar, idealizar e projetar, não é um privilégio neutro: ela nos condena ou nos liberta. Nossa perspectiva sobre os acontecimentos, se vamos ser otimistas ou pessimistas, determina se sofreremos ou nos alegraremos antes mesmo deles ocorrerem. E isso é um fator determinante para o nosso bem-estar psicológico.
A analogia de enxergar o “copo meio cheio ou meio vazio” ao nosso modo de encarar os acontecimentos da vida é mais importante do que parece à primeira vista. A Neurociência mostra que ver a vida de maneira otimista pode proteger nosso cérebro de diversas formas. Que vão desde a melhorar nosso desempenho na realização das nossas atribuições no trabalho, nos nossos relacionamentos interpessoais, a favorecer nossa condição frente aos estados depressivos, ao AVC e também nos estágios da recuperação contra o câncer de mama... enfim, este comportamento frente ao que nos acontece aumenta nossa sensação de bem viver.
Ação e Realidade
É fundamental ressaltar que sermos otimistas não é negarmos a realidade ou os impasses que volta e meia se apresentam a nós. Assim como sermos analistas críticos do nosso contexto não é, necessariamente, o oposto de sermos otimistas. Ao contrário, o otimismo nos dirige à ação, que deve ser tomada posteriormente a esta análise necessária, e ele nos leva também a acreditar que podemos resolver a situação de alguma maneira e a partir disso começar a agir neste sentido.
Ele não nos deixa desistir. Ele nos mantém focados no objetivo que queremos alcançar ainda que precisemos modificar coisas que nos desagradem neste caminho e mesmo quando o progresso é mais lento ou desafiador do que gostaríamos.
A força motriz da Esperança
Mas há uma emoção que transcende o otimismo e o completa: a esperança. Enquanto o otimismo é a disposição de ver possibilidades, a esperança é a energia que nos move quando essas possibilidades parecem distantes. Ela nasce desta forma positiva de ver o mundo e surge para nos embalar e nos acolher. Ela é especial porque além de nascer do otimismo, se trata da única emoção positiva que floresce justamente quando as coisas não vão bem, nos dando energia para conseguirmos modificar uma situação adversa.
Posto tudo isso e a constatação de que os pessimistas - que esperam sempre pelo pior - apresentam mais sentimentos como ansiedade, medo, tristeza, desesperança frente à vida, e trazem mais sentimentos de sofrimento ao longo dela. Me obrigo a concordar com Winston Churchill, que ao enfrentar as maiores adversidades de seu tempo, resumiu assim sua filosofia:
"Sou otimista, não me parece muito útil ser outra coisa."Ele compreendeu que o otimismo não é ingenuidade, mas uma escolha estratégica de sobrevivência.
Portanto, a escolha é sua: encher o copo ou esvaziá-lo. Mas saiba que essa escolha não é trivial. Ela é um ato de coragem neurobiológica que determina não apenas como você vive, mas quem você se torna. E nós, aqui na Apta, estamos aqui para ajudá-lo nessa jornada.Vem com a Apta!
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